Histórias sobre cães na Colômbia e no Peru

Peru

cao-ollantaytambo-cusco

Machu Picchu – Cães, na beira da estrada, ganham comida de motoristas

A van que nos leva a Águas Calientes, cidade mais próxima a Machu Picchu, para na estrada, no meio do nada. Só há montanhas por todos os lados. O motorista abre o vidro e assobia. Um cachorro vem correndo. Pela janela, vai largando uns pedaços de pão, que o cão agarra com os dentes e leva para beira da rodovia. “Há uns meses, aqui mesmo, quase atropelei esse cachorro. Desde então, todos os dias, dou comida pra ele, está sempre me esperando aqui”, explica o motorista. Por toda a viagem, me chama a atenção a quantidade de cachorros parados na beira da faixa, não caminhando, mas sentados, como se esperando algo. Segundo o motora, muitos condutores fazem o mesmo: durante o percurso, dão uma paradinha para alimentarem os “seus” cães.

Paracas – Sendo expulso da cidade

Cachorros, definitivamente, não gostam de pessoas andando de moto e bicicletas, às vezes até carros. Em Paracas, alugo uma bike para conhecer o deserto. Ainda dentro da cidade, cerca de quatro cães grudam na minha magrela e me acompanhando aos latidos. Primeiro, tento afastá-los com meus pés, mas eles não me deixam e a cada quadra, mais dois ou três cachorros se juntam a eles. O jeito é pedalar o mais rápido possível, com cada vez mais cães atrás de mim e aos sorrisos dos moradores locais. Literalmente, os cães me expulsaram da cidade, pois foram latindo nos meus pés até chegar na auto-estrada!

Nazca – Três Patas e a Mãe de Todos

Uma cadela surgiu, um dia, no Hostel Nanasqa, e foi adotada pelos donos. Ela estava grávida e teve cinco filhos-que também foram adotados pelos donos. A cadela teve mais filhos, e os filhos dos filhos também. Atualmente, entre os que morreram, foram doados ou buscaram seu próprio caminho, apenas cinco vivem na rua, entre elas a “Mãe de Todos”. Um dos cães não tem uma perna e recebeu o carinhoso nome de “Três Patas”.

Colômbia

villa-de-leyva-colombia.jpg

Villa de Leyva – Ovelhas e cabras em perigo

Indo pegar uma trilha, é comum ser acompanhado por um ou alguns cachorros. Em Villa de Leyva, a companhia foi Pescado, um cachorro que toda hora pulava dentro dos rios, lagos e córregos do caminho, e o Foca, cujo latido mais parecia o barulho que as focas fazem. O trecho é costeado por muitas fazendas, e tivemos dois problemas com moradores: primeiro, porque os cães tentaram comer ovelhas em um campo; e depois por lutarem com um bode que estava amarrado na beira da trilha. Poderiam ser mais reclamações, mas as outras tentativas de jantar algum animal não foram vistas pelos fazendeiros.

Curiti e Medellin – Ônibus também é lugar para cachorro

cao-onibusNas cidades menores – e às vezes nas maiores também –, cachorro viaja no ônibus como gente. A foto é de um coletivo que faz o trecho San Gil/Curiti, mas também houve um rapaz que levou seu mascote em um bus que saiu de Medellin, a segunda maior cidade da Colômbia, até Guatapé.

San Gil – O mascote que só ladra para turistas

Passava dia sim, dia não, por uma rua movimentada e, todas as vezes, um cachorro saía correndo de uma casa e vinha latir para mim. Apenas para mim, com os colombianos nada fazia. Um dia, o dono aparece para ver o que está acontecendo. Tenta acalmar o mascote, pede para que faça carinho nele, mas não tem jeito, se mantém agressivo. Na conversa, diz rindo que o cão não gosta de turistas e ladra apenas para estrangeiros.

Santa Marta – A rua é dos cães

Pela noite, ficava quase impossível transitar por uma rua atrás do hostel onde estava hospedado. Pelo menos, vinte cachorros tomavam o trecho em frente de um estacionamento e ficavam disputando território. Às vezes, até mesmo as pessoas que passavam pelo lugar eram impedidas de transitar, precisando dar a volta na quadra.

Leia mais sobre a Colômbia e o Perú no site À Pé no Mundo

cao-villa-leyva

Comentários

comments

Related Posts