O efeito do amendoim e das oleaginosas sobre o coração

Por Nutri Marina Medeiros

O amendoim é uma oleaginosa de alta densidade calórica, mas de geral se sua inserção na alimentação for feita de maneira organizada e controlada através do auxílio de um nutricionista ele pode trazer benefícios inclusive na sua saúde cardiovascular.

No Brasil, cerca de 30% das mortes são registradas como causa as doenças cardiovasculares. Um dos marcadores dessas doenças é o nível sérico de triglicerídeos em jejum, mas após um grande estudo com mais de 26 mil participantes observou-se que os níveis de triglicerídeos avaliados no período pós prandial (cerca de 2 a 4 horas após a refeição) tiveram maior correlação com eventos cardíacos.

Já falamos diversas vezes aqui na coluna sobre eles, os compostos bioativos, que são substâncias presentes nesses alimentos com efeitos importantes na prevenção de determinadas doenças. O amendoim contém resveratrol, vitamina E, Magnésio e outros nutrientes antioxidantes, além de arginina, que é um precursor do óxido nítrico, esse então proporcionando um efeito vasodilatador e melhorando a função cardiovascular. Os nutrientes antioxidantes favorecem a redução da secreção de citocinas pró-inflamatórias que contribuem para o aumento do estresse oxidativo.


As oleaginosas vêm dominando uma séria de estudos que envolvem sua ingestão com a proteção cardiovascular. Um deles, foi publicado no Journal of Nutrition avaliou a ingestão de amendoim em participantes obesos e os efeitos em alguns marcadores pós prandiais e os resultados mostraram que os níveis de triglicerídeos avaliados após a refeição contendo amendoim tiveram menores resultados, associando a uma menor relação com eventos cardiovasculares causados pelo aumento exacerbado de triglicerídeo após a refeição. Além disso, foi mensurada a função vascular e o grupo que consumiu amendoim apresentou uma melhor função vascular do que o grupo que não o fez.

Dica: Quando comprar amendoim, confira se ele tem o selo ABICAB ou ISO 9001 para garantir que tenha baixos níveis de aflatoxinas. Essa oleaginosa pode ser consumida em um lanche combinada a fruta, adicionada em uma vitamina, na salada, em pratos quentes ou como pasta de amendoim. Varie também entre o tipo de oleaginosa, pois o perfil de gorduras de cada uma é diferente.

Consulte seu nutricionista, para saber se o alimento é adequado para você. Em casos como na herpes seu consumo deve ser revisto.

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