Grandes diretores – Antunes Filho

O Brasil tem uma característica muito significativa em sua história teatral: possuímos uma gama de diretores com diversas tendências e linhas de trabalho. Ao longo de décadas, esses mestres das artes cênicas implementaram e consolidaram sua marca através de trabalhos instigantes e belíssimos. Hoje inicio a série de posts Grandes Diretores abordando alguns tópicos da carreira daquele que foi idolatrado por muitos: Antunes Filho.

Antunes Filho - corpoNascido em São Paulo, no bairro Bela Vista, Antunes iniciou a carreira dirigindo grupos amadores. Um de seus mestres foi o não menos genial Zbigniew Ziembinski,  com quem aprendeu a disciplina e ética. Sua estréia como diretor foi em 1953 no espetáculo Week-End, de Noel Coward. Em 1958 dirigiu aquele que é considerado por muitos como um de seus maiores sucessos: a adaptação brasileira de O Diário de Anne Frank.

Giulia Gam e Marco Antonio Pamio na montagem de Romeu e Julieta, de 1984

Giulia Gam e Marco Antonio Pamio na montagem de Romeu e Julieta, de 1984

Antunes foi responsável pela descoberta e revelação de grandes atores de diversas gerações no Brasil: Giulia Gam, Maitê Proença, Cláudia Abreu e Luís Mello (esse último atuando em vários espetáculos do diretor), foram alguns agraciados que passaram pela labuta do mestre. Foi criador em 1982 e coordena até hoje o CPT (Centro de Pesquisas Teatrais), em São Paulo, um dos centros de pesquisa mais prestigiados de nosso país.

Antunes Filho e Raul Cortez nos ensaios de Vereda da Salvação, de 1964

Antunes Filho e Raul Cortez nos ensaios de Vereda da Salvação, de 1964

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