CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO

CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO

REESTREIA: DIA 01 DE DEZEMBRO DE 2016 NO TEATRO DO SESC

TEMPORADA: DIAS 01, 02, 03, 08, 09, e 10/12

DE QUINTAS A SÁBADOS, SEMPRE ÀS 20h

AÇORIANOS 2015

PREMIAÇÕES

MELHOR ATOR – RENATO DEL CAMPÃO

MELHOR DIRETOR – EDUARDO KRAEMER

MELHOR CENOGRAFIA – ALEXANDRE NAVARRO

INDICAÇÕES

MELHOR ESPETÁCULO

MELHOR PRODUÇÃO

BRASKEM EM CENA 2016

MELHOR DIRETOR – EDUARDO KRAEMER

 

Já consagrado pelo sucesso de público e crítica alcançado em Porto Alegre, o espetáculo Cadarço de Sapato ou Ninguém Está Acima da Redenção, vencedor de três Prêmios Açorianos 2015 (ator/diretor/cenografia) e um Braskem em Cena 2016 (diretor), volta a cartaz em dezembro, também na Capital. Desta vez, a Cia Teatrofídico realizará seis apresentações da peça no Teatro do Sesc, retornando ao mesmo palco onde foi realizada sua estreia, ocorrida em janeiro do ano passado. A nova temporada acontece de quintas a sábados, entre os dias 01 e 10 do último mês de 2016.

Livremente inspirado na dramaturgia da inglesa Sarah Kane, Cadarço de Sapato é um espetáculo híbrido de intenções que mesclam universos e dialogam com o contemporâneo. O enredo propõe um diálogo fragmentado e confessional, onde seres perdidos tateiam em direção à luz. Amor, desespero, morte, ânsia, violência e uma certa dose de tristeza integram o universo da atuação performática do elenco, que vivencia situações e sentimentos num jogo de desconstrução e anticlímax, que não exige personagens.
A ampla pesquisa da vida e obra da autora homenageada serviu para inspirar não somente a dramaturgia, mas também o roteiro do espetáculo, que conta com cenas que ora surgem dos relatos de Sarah, ora dos próprios atores. Considerada uma das mais importantes dramaturgas da cena inglesa contemporânea por autores como Samuel Beckett e Harold Pinter, Sarah Kane é conhecida por sua obra de crueza grave e violência cortante, que lida com dores e outras nuances da essência humana, sem disfarces. A montagem da Cia Teatrofídico busca respeitar essa característica, inclusive em seus sentidos estéticos.
No palco foram criados dois ambientes, sendo que um deles lembra de forma não inteiramente realista um banheiro público, enquanto o outro, que surge do outro lado de uma parede transparente (que serve de vitrine), é emoldurado por dois grandes painéis. De um lado uma figura gigante em close do rosto de Sarah e do outro uma cortina com imagens icônicas do universo da dramaturga e dos dias atuais. Fios atravessam o alto da cena onde estão pendurados pares de sapatos e tênis. Uma poltrona bergére totalmente deteriorada é um dos principais elementos onde acontecem cenas e que representa a intimidade e o interior dos seres que perambulam por esse espaço urbano e ao mesmo tempo familiar. Projeções de imagens pictóricas completam a cenografia onde uma iluminação intimista cria um ambiente claustrofóbico e lírico.
Em 2016, a Cia Teatrofídico completa 13 anos de atividades ininterruptas. Durante uma década, fez parte do Projeto Usina das Artes na Usina do Gasômetro, onde permaneceu até 2014. Iniciou sua trajetória com “Jogos na Hora da Sesta”, de Roma Mahieu, mas já montou autores como Caio Fernando Abreu, Luis Buñuel, Clarice Lispector, Ricardo de Almeida e Miguel Magno, Nelson Rodrigues, Tennesse Williams, Fernando Pessoa e Roberto Athayde, autor de “Apareceu a Margarida” (em cartaz há oito anos). Este trabalho inspirado em toda a dramaturgia de Sarah Kane, com roteiro do próprio grupo é também a comemoração da resistência e solidez da Cia Teatrofídico.

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Críticas sobre o espetáculo:

“A encenação do Teatrofídico mixa fragmentos das cinco peças de Kane, acrescidos de textos escritos pelos atores … Há um destacável investimento na produção do espetáculo, que se reflete na plasticidade do espaço cênico…. Há uma bela entrega emocional do elenco, que defende intensamente suas personas ficcionais. Mas não é só isso: há espaço para o sarcasmo e a paulada verbal (essas últimas, características dos espetáculos do teatrofídico).”

(Marcelo Ádams/ blog da Cia Teatro ao Quadrado 22 /01/ 2015)
“Um dos melhores trabalhos da Cia. Teatrofídico nos últimos anos, esta homenagem à dramaturga britânica Sarah Kane rendeu três Prêmios Açorianos de Teatro: melhor direção (Eduardo Kraemer), ator (Renato Del Campão) e cenografia (Alexandre Navarro)”

(Fábio Prikladnicki/ Zero Hora 23/12/2015)
“Sarah Kane, a dramaturga inglesa que se suicidou aos 28 anos, interrompeu precocemente uma trajetória contundente. Ela é a figura central de Cadarço de Sapato, encenação dirigida por Eduardo Kraemer, que mescla, em roteiro inspirado, trechos de suas cinco obras conhecidas. Desde que vi em Paris a montagem de seu texto mais famoso, Psicose 4:48, com Isabelle Huppert estática nas quase 3 horas do espetáculo, os seres erráticos da autora, a borda de precipícios e colapsos, me lembram criaturas de Lupicínio Rodrigues. Os “pobres moços” de Sarah, mergulhados no inferno à procura de luz, autorizam a aproximação desses universos distantes mas paralelos. Na Sala Álvaro Moreyra. (…) provocantes e criativos, mostram que cultura é sempre estratégica e insubstituível. O Pulso ainda pulsa.”

(Luciano Alabarse /Zero Hora 21/04/2016)
“Eduardo Kraemer, a exemplo de outros vários de seus trabalhos, assina mais um espetáculo extremamente pessoal, o que não quer dizer individualista. O Teatro Ofídico, seu grupo, é, de certo modo, uma expansão de sua personalidade. Assim, qualquer espetáculo assinado por Kraemer é sempre uma assinatura coletiva, na medida em que os integrantes de seu grupo se identificam com um projeto e assim se comportam. Portanto, qualquer trabalho do Teatro Ofídico é um espetáculo coletivo, e assim deve ser considerado Cadarço de sapato. Mas isso não impede que as individualidades também possam se afirmar ao longo do espetáculo: Renato Campão, premiado no ano passado, como melhor ator, tem uma performance muito bem marcada por variações emocionais admiráveis; Rejane Meneghetti – que figura, por vezes, uma rainha – é precisa em suas entradas em cena; Adriana Lampert é eloquente, sobretudo na sequência que protagoniza bem junto ao público, na primeira metade da encenação (eloquência intimista, sem contradição). Por fim, Aline Szpakowski é uma dividida figura feminina, que se equilibra com um problemático personagem corporificado por Gustavo Razzera, enquanto Jairo Klein distancia-se de seu inolvidável Fernando Pessoa para se transformar numa figura como que mitológica em cena.”

(Antônio Hohlfeldt / Jornal do Comércio 22/04/2016)
“A primeira vez que assisti a um espetáculo de Sarah Kane foi num teatro da periferia de Paris, quando eu fazia meu doutorado-sanduíche em terras francesas…Ontem fui assistir à montagem da CIA Teatrofídico, no La Photo Galeria e Espaço Cultural, com direção de Eduardo Kramer. Em vários momentos percebi a mesma atmosfera de ruína daquela montagem no subúrbio parisiense, uma sensação de que as relações humanas, os espaços, as coisas todas estavam aos pedaços, tudo muito bem articulado, preciso, voraz e pulsante em muitos momentos, numa ambientação impressionante, com uma trilha sonora e musical muito boa e uma iluminação fantástica. Adorei a atuação do Renato Del Campão, e fiquei impressionado com a Rejane Meneghetti numa figura impagável fazendo um trabalho intenso assim. Amei todas as palavras ditas, aqueles desejos lamentados no microfone com visceralidade contida e sem melodramaticidade, com um tanto de lágrimas nos olhos e desespero no coração.”

(Clóvis Massa – ator, diretor e professor da Ufrgs 23/08/2016)

“O universo de Sarah Kane permite ao Teatrofídico fazer o que de melhor sabe: uma montagem marcada por diversos elementos em cena, no qual muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, flertando com emoções fortes. É um espetáculo de difícil digestão, Há gritos, mutilamentos e dor por toda a peça, no figurino “sujo” que marca o estilo Teatrofídico,. Não é à toa que esse trabalho valeu ao grupo três Prêmios Açorianos de Teatro 2015 – melhor direção (Eduardo Kraemer), ator (Renato Del Campão) e cenografia (Alexandre Navarro) -, feito inédito ao longo dos seus mais de 10 anos de trajetória. Importante observar que esse reconhecimento na forma de prêmios chegou justamente depois de o Teatrofídico não ver contemplada em edital a continuidade de uma residência de 10 anos no Projeto Usina das Artes, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Pode-se dizer que o resultado de toda essa caminhada e exploração de linguagem está claramente presente em Cadarço de Sapato.”

(Michele Rolim/ Agora Crítica Teatral 26/09/2016)

“Este é o mais potente trabalho do Teatrofídico em muitos anos. Marca, na trajetória da companhia, uma evolução semelhante àquela observada na obra de Kane, de um teatro dramático em direção ao pós-dramático.”

(Fábio Prikladnicki/ Teatro Jornal 11/10/2016)

Ficha Técnica

Texto: Criação coletiva – Livremente inspirada na dramaturgia de Sarah Kane

Atuação: Renato Del Campão, Rejane Meneguetti, Jairo Klein, Adriana Lampert, Gustavo Razzera e Aline Szpakowski.

Direção, Trilha Sonora, Projeção e Iluminação: Eduardo Kraemer

Cenografia: Alexandre Navarro

Figurinos: Alunos do curso de Moda da FEEVALE coordenados pela professora Ana Hoffmann

Produção: Cia Teatrofídico
CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO

Quando: Dias 01, 02, 03, 08, 09, e 10/12 às 20h, Quintas a sábados.

Onde: Teatro do Sesc (Av. Alberto Bins, 665)

Quanto: R$30,00 (50% desc para Estudantes/Idosos/Classe Artística) R$10,00 para comerciários SESC.

Ingressos antecipados promocionais (R$ 20,00 + taxa de conveniência) :http://www.entreatosdivulga.com.br/cadarco-de-sapato

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