Moda e mídia I – O condicionamento feminino

Diante das pesquisas atuais, onde cerca de 72% dos produtos voltados ao público feminino são mais caros, não podemos nos distanciar da ideia de que existem questões midiáticas que nos fazem buscar esses produtos desde sempre. Algumas justificativas permeiam questões como design, mas a grande maioria apenas é o produto igual ao masculino, porém rosa.

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A indústria do cosmético feminino é a única que cresce mesmo diante das crises mundiais ao redor do mundo, e o Brasil é o segundo país que mais pratica cirurgias plásticas no mundo. Ou seja, a mídia é voltada ao produto que a sustenta, e consequentemente tem de nos fazer sentir inferiores, tendo de nos mudar para “melhorar”.

Você, caro leitor, deve estar se eximindo dessa influência. Certamente nunca caiu numa dieta da moda, onde não podia comer nada além de abacaxi, ou nunca comprou alguma berry por aí, nem nunca se achou com alguma problemática tipo “baixa auto estima”. Afinal, é na estima o alvo da mídia hoje.

Se homens ficam charmosos e sexys com a idade, as mulheres ficam feias, enrugadas, grisalhas e “trocáveis” quando envelhecem. Ou seja, estamos atribuindo um prazo de validade precoce (muitas vezes, mais precoces que o “vencimento” de nossos óvulos) para nós mesmas neste culto a juventude. E você acha mesmo que esse padrão de beleza é naturalmente seu?

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Numa retomada do “Processo Civilizador”, há um capítulo unicamente sobre a diferenciação de kultur e civilizacion, traçando um comparativo entre os conceitos alemães e franceses, mas além disso, vislumbrando a diferença dos padrões por uma “elite” no passar dos tempos – e igualmente mostrando que a raiz da cultura e da civilização beiram a antítese.

Há de se pensar que o que outrora era uma elite financeira, e aí estamos falando de menos de um século atrás, hoje virou os detentores da informação e da comunicação. E se pensarmos, paralelamente, que a moda como conhecemos hoje sempre foi fundamentada sobre uma hierarquia, um plágio da imagem dos mais ricos, transformar esse conceito em produtos aleatórios e sazonais (adornados por marcas ricas facilmente copiadas na China) parece unicamente um retrato do que vemos em qualquer veículo hoje: a falta de critérios de pensamento e indagação sobre o que é apresentado.

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 Estaríamos num processo inverso da moda? Onde estar numa tendência expressa o inverso, a desculturização? Será que o se adequar aos moldes sociais, à civilização, não mais marca a característica e valores de uma geração, mas o oposto disso?

Hora de desconstruir as ideias e os ideais…

Jeanne

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