MET 2014 Gala, by Vogue, a exposição de Charles James e a renovação do The Costume Institute

Met 2014 gala (29)

Dita Von Teese e Zac Efron

Ocorreu na noite de ontem, 05, o Met Gala 2014, promovido pela Vogue. A honraria da noite ficou com a homenagem a Charles James, considerado o “primeiro estilista americano” (porém ele era londrino), e a abertura da exposição do estilista falecido em 1978, renovando o The Costume Institute.

Como todo americano adora essa orla em toro de Red Carpets e eventos beneficientes, uma elite da sociedade fashion mundial foi convidada a desembolsar cerca de US$ 20.000,00, cerca de R$ 50.000,00, para comparecer ao evento mais glamouroso, contrariando o tema do ano passado – Punk – do ano.

Pior look da tarde, avaliado em R$ 300.000,00, de Kirsten Stewart

Pior look da tarde, avaliado em R$ 300.000,00, de Kirsten Stewart

Não podemos deixar de ficar felizes com a queda da popularidade de Lady Gaga, que incitou looks absolutamente estrombólicos em sua fase apoteótica (afinal, todo mundo quer ser destaque do tapete vermelho). Esse ano, as gafes foram assinadas por grandes estilistas e, claro, por um mal gosto danado – ou seria uma tentativa frustrada de agradar a Charles James?

E se a temática era extremamente embasada no glamour e no perfeccionismo, não podia faltar os elementos marcantes, como fendas (maiores que a que tomou as lojas por conta da Angelina Jolie ano passado!), plumas e paetês. E como Charles tem seu trabalho tão século passado, muitas estrelas optaram por looks vintage, assinados por grandes nomes da alta costura.

Muito se falou que a predominância neste red carpet foi no preto e branco, mas nos deparamos com muito mais cores do que isso. Aliás, o nude ainda é sexy esse tipo de evento, junto com uma maquiagem leve que lembre a pele mais natural. A cor mais errada ficou por conta de Anne Hathaway, que optou por um vestido vermelho e acabou se camuflando na entrada do L, em Nova York.

Pouco se pediu aos convidados, e para a gente não deixar de ignorar, não é só o pessoal daqui que burla as regras. Para os homens, se solicitou que fosse usado fraque e gravata borboleta branca. O que menos se viu foi fraque, e nem todos se dignificaram a usar a gravata na cor pedida. Para as mulheres, o pedido era de Black Tie, que habitualmente remete ao glamour. Mas em vestidos como de Michelle Williams (Louis Vuitton) ou de Lily Allen (Chanel Alta Costura), mesmo com grandes assinaturas, tranquilamente poderia se usar num evento cotidiano. Coisas desse tipo fariam James, perito em atrasos de entrega, se revirar no túmulo, já que ele exigia um padrão tão alto que chegou a ficar 2 anos trabalhando em cima de uma manda de um vestido (rezam as lendas).

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Sarah Jessica Parker, eterna Carrie Bradshaw

Não é nem necessário dizer que o look mais adequado, lindo e glamouroso vestido da noite ficou no corpaço da eterna musa Sex and the City Sarah Jessica Parker, que mesmo aproveitando a modelagem mais bolo, foi quem mais se vinculou ao espírito da noite em seu Oscar de la Renta. Mesmo sendo páreo duro junto com Karolina Kurkova ( Marchesa) e Dita Von Teese,  E por mais que muita gente tenha colocado Katie Holmes (Marchesa) e a ganhadora do Oscar Lupita (Prada e Cartier) como as piores da noite, pessoalmente meu troféu abacaxi vai para a vampirinha sem graça Kirsten Stewart, mesmo de Chanel Haute Couture, mas ganhando por bem pouco das gêmeas de Full House (hoje estilistas) Mary Kate (Gianfranco Ferré vintage) e Ashley Olsen (Chanel vintage) e seu look vintage que poderia tranquilamente ser Amish.

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Gisele Bundchen e Tom Brady, que não seguiu a recomendação da gravata

Na linha preto e branco, que é a aposta primaveril americana, ão podemos deixar de citar os looks de Beyoncé (Ricardo Tisci), Gisele Bündchen (Balenciaga), Adriana Lima (Givenchy by Ricardo Tisci), Rihanna (Stella McCartney) e Naomi Campbel. Victoria Beckham (que resolveu usar sua própria grife, “pra variar”) ficou na categoria de mais um visual sem graça, não pomposo, não suntuoso, não criativo… Não muita coisa!

E se tinha muito (muito!!!) vestido cropped, o mix de texturas foi muito pouco usado. A ousadia ais interessante ficou aos encargos de Margot Robbie, de Prada.

Sem mais delongas, confira alguns looks do tapete vermelho do MET. E logo abaixo, um pouco sobre a exposição de Charles James.

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O trabalho de Charles James é marcado por construções elaboradas, mais afinado com a arquitetura do tecido do que com a própria modelagem plana. Seu trabalho é extremamente perfeccionista, e sua visão da indumentária ão englobava unicamente tendências e estilos, mas prioritariamente a sua arte. Considerado o primeiro estilista americano, sua carreira se construiu sobre linhas tênues e grandes riscos, que o permitiram chegar ao gabarito de atrasar pedidos para chegar na sua linha de perfeição. Seu trabalho mescla também com moda conceitual, e podemos dizer que junto com Yamamoto e outros nomes orientais, é um dos que assina com louvor no quesito de estruturação de uma peça, trabalhada com seus valores e concepções pessoais, assemelhando-se a arte moderna e contemporânea.

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