Poemas n’O Café: “A Máquina”, de Bernardo Pacheco

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A Máquina

a máquina

devora homens

pari dinheiro

a máquina

pulsa ganância

mastiga crianças

a máquina

cultiva seu gado

procria favelas

a máquina

seus planos maquina

aumento de lucros

a máquina

solidaria empresta

cobra com juros

a máquina

com ossos forjada

funciona com sangue

a

     má

          quina

no mindinho do pé

dói.

Bernardo PachecoBernardo Pacheco

Fascinado pela cultura hispano-americana, de Mario Benedetti, passando por Orishas, Mafalda e Ricardo Darín, tem na literatura sua principal fonte de inspiração. Já pensou em mudar de nome e fugir para o México. Hoje se dedica a lecionar Língua Espanhola e ao vício eletrizante dos haicais e microcontos.

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