Corpo Delito, Filme sobre liberdade condicional, estreia na próxima semana no Cinebancários

Sinopse

Ivan, 30, acaba de sair da cadeia depois de oito anos preso. Ele agora está de volta à sua casa, de volta ao convívio de sua esposa, Gleice, e de sua filha, Glenda, de seis anos, que ele mal conhece. É uma chance de retomar a vida. No entanto, o passado ainda o atormenta. Ivan está em liberdade condicional. Uma tornozeleira eletrônica o proíbe de fazer qualquer trajeto que não seja o de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Por determinação da Justiça, ele precisa cumprir uma rotina de 8 horas diárias apertando parafusos numa fábrica. À noite, ele não pode sair de casa. Aos poucos, Ivan passa a não aceitar mais essa condição. Depois de uma adolescência e juventude tomadas pelas aventuras e dramas da criminalidade, ele parece não ter sido talhado para o trabalho formal e a vida familiar. Em casa, o convívio completa-se apenas na presença de Neto, um jovem de 18 anos que ele conheceu logo depois de sair da cadeia. Nas horas livres de Ivan, Neto sempre está na casa do amigo. Os dois curtem a semiliberdade de Ivan fumando maconha, ouvindo rap e assistindo filmes de ação na TV. Ivan se reconhece no amigo. Apesar de ele ser uma década mais velho, a vida de Neto é a mesma da de sua juventude. Ivan ainda é atraído pelas festas e pelas aventuras da cidade, mas depois de 8 anos de prisão, ele também já sabe que violar a lei tem um preço alto. A contradição de uma liberdade monitorada intensifica ainda mais este conflito: Ivan oscila constantemente entre o dever de ficar em casa e o desejo de ganhar a rua. Longe dali, ele é apenas um pequeno ponto azul no radar da polícia. Todos os seus passos serão monitorados e o juiz terá que decidir seu futuro.

Nota dos autores

Corpo Delito é um filme híbrido, que se vale tanto de recursos do documentário observacional quanto do roteiro de ficção. A câmera está sempre no tripé, posicionada a espera do que pode inrromper do real. Ao mesmo tempo, a preservação da quarta parede e a intimidade de algumas cenas colocam o espectator próximo à experiência ficcional, em que a identificação com os personagens é potencializada.

O conflito e a tensão dramática do filme conduzem essa experiência aos moldes da ficção, enquanto a irregularidade de tal curva lembra ao espectador de que ele está diante de uma matéria estranha, frequentemente aquém do que se espera de uma ficção propriamente dita. A estética adotada tenta potencializar a experiência de encontro do espectador com o protagonista – um homem com um passado criminoso sobre quem todos formularão opiniões e julgamentos, ao mesmo tempo em que descobrirão que o desconhecem profundamente.

Grade de horários: De 07 a 20 de Dezembro, às 17 hs. 

O CineBancários funciona de terça a domingo e os ingressos podem ser adquiridos no local ou no site ingresso.com a R$10,00. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$5,00. Aceitamos os cartões Banricompras, Visa e Mastercard.

Sobre a SESSÃO VITRINE PETROBRAS: Projeto de distribuição coletiva criado pela Vitrine Filmes, com o intuito de levar ao público um cinema de qualidade e original, que retrata a cultura do país e que se destaca nos principais festivais brasileiros e internacionais. Em 2017, a SESSÃO VITRINE PETROBRAS ficou em cartaz permanentemente, com ingressos até R$ 12, um lançamento a cada duas semanas e horários fixos em cinemas de mais de 20 cidades, fortalecendo o circuito alternativo e investindo na formação de novas plateias.

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Sobre Pedro Rocha, diretor e produtor executivo

Pedro Rocha nasceu em 1985, em Fortaleza, no Ceará. Depois de uma carreira de 6 anos como jornalista cultural, passou a atuar na área da produção audiovisual. De 2012 a 2015, participou do coletivo de mídia livre Nigéria, com o qual produziu, dirigiu e montou curtas e longas-metragens sobre direitos humanos no Brasil. O longa-metragem Com Vandalismo (2013), co-dirigido em parceria com o Coletivo Nigéria, foi lançado na Internet um mês após as grandes manifestações daquele ano no Brasil.

O documentário teve grande repercussão na web, somando mais de 245 mil visualizações no Youtube. Em 2015, Pedro Rocha fundou a produtora Corpo Aberto e passou a se dedicar exclusivamente à produção cinematográfica. O projeto de longa-metragem Corpo Delito teve financiamento do programa Histórias que Ficam, da Fundação CSN, que premia jovens documentaristas com propostas de linguagem inovadora. Corpo Delito é sua estréia no cinema.

Sobre Diego Hoefel, roteirista

Nascido em 1982, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Diego é professor, roteirista e diretor de cinema. Seu último roteiro de longa-metragem, Elon não acredita na morte (2016), estreou recentemente na mostra competitiva no 49o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O roteiro foi vencedor do prêmio Hubert Balls do Festival de Rotterdam (2012), além de ter participado dos laboratórios Buenos Aires Lab (BAL), do BAFICI; FIDLAB-Plateforme Internationale de Soutien à la Coproduction, do FIDMarseille; do Brasil Cinemundi, dentro da Mostra Cine BH; e do New Cinema Network – Rome Film Festival’s International Project Workshop.

Antes disso, Tremor (2013), seu último roteiro de curta- metragem, teve estreia internacional no festival de Locarno. E o média-metragem documental Permanências (2011), seu roteiro anterior, teve estreia na Semana da Crítica doFestival de Cannes. Além de seu trabalho como roteirista, Diego é professor do curso de Cinema e Audiovisual, da Universidade Federal do Ceará, e pesquisa o rosto e o primeiro plano no cinema contemporâneo.

Ficha técnica:

Corpo Delito / Corpus Delicti

Doc, 74min, Brasil, 2017

Direção: Pedro Rocha

Roteiro: Diego Hoefel

Elenco: Ivan Silva, José Neto, Gleiciane Gomes e Jeferson do Nascimento

Produtores: Ton Martins e Leandro Alves

Diretores de fotografia: Juliane Peixoto e Guilherme Silva

Técnico de som: Paulo Ribeiro

Montador: Frederico Benevides

Editor de som e mixador: Erico Paiva

Designer gráfico: Yuri Leonardo

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